terça-feira, 8 de janeiro de 2008

BlogNews - Jesse do Dead Poetic lança compilação do seu selo

Ainda ignorando a crise da qual o Dead Poetic passa, Jesse Sprinkle baterista da banda, anunciou na página do MySpace da banda, que seu selo musical, o Blue Brick Records, irá lançar na semana que vem uma compilação em CD com 20 músicas de 20 artistas diferentes, todos produzidos por Jesse em 2007.

O CD será lançado de forma independente sendo custeado pelo próprio Jesse, por isso ele também pede ajuda para poder prensar os CDs solicitando doações dos fãs do Dead Poetic.

Na página do MySpace da Blue Brick Records você pode conferir um pouco desse trabalho que Jesse realiza paralelamente ao Dead Poetic e conhecer também o trabalho solo de Jesse como cantor, clique aqui e confira.

BlogNews - Demon Hunter – Pierce the Darkness [Entrevista]


O Demon Hunter é algo mais do que apenas mais uma banda de metal com vocais gritados e guitarras esmagadoras. Aliando uma afiada compreensão da indústria com o seu amor por Cristo, o Demon Hunter é uma das bandas que simplesmente nos dão orgulho. Recentemente conversamos com Ryan Clark, o principal compositor e vocalista do Demon Hunter, sobre seu quarto álbum, Storm The Gates Of Hell...

Entrevista concedida em: 13 de novembro de 2007


· Jesus freak Hideout: Você usou uma abordagem diferente dos outros discos para a composição do Storm The Gates of Hell?

Ryan Clark: Sim. Tivemos mais tempo para compor e gravamos uma versão demo de cada música antes de entrar no estúdio (algo que nunca fizemos antes). Além disso, também tivemos mais tempo no estúdio e isso ajudou muito. Eu achei que estávamos mais preparados do que nunca.

· JFH: Qual foi a importância de não fazer turnê o ano inteiro além de compor e gravar o Storm The Gates of Hell? Além do álbum, algo mais resultou disso?

Ryan: Esse ano foi nossa oportunidade de dar o nosso melhor nesse álbum. Pudemos dedicar o tempo e a atenção necessários para que STGOH fosse o nosso melhor trabalho. Além disso, fora da banda nós vivemos vidas bem ocupadas, por isso, evitar uma turnê nos ajudou a manter a sanidade. Acho que funcionamos bem como banda graças à nossa capacidade de regular nossas agendas. Nós não nos desgastamos uns com os outros, e assim podemos seguir com banda por muitos anos.

· JFH: Como vem sendo a reação do mainstream aos temas abertamente espirituais em suas músicas?

Ryan: Ótima. A gente não ouve muitas reclamações sobre a nossa fé. Claro que de vez em quando há algum comentário em uma ou outra resenha, mas apenas porque os jornalistas são críticos primeiro e amantes da música depois. É por isso que eles sempre começam com aquele papo de "Os crentes do Demon Hunter...", pois eles preferem criticar nossa fé a nossa música. Mas, de um modo geral, só temos recebido respeito do mainstream. Tanto por parte das bandas quanto dos fãs.

· JfH: Ao explicar "A Thread of Light," você disse, entre outras coisas, que muitos Cristãos compreendem errado o nome e a aparência da banda como algo maligno, e não uma luz brilhando nas trevas. Você tem alguma história encorajadora sobre como a sua música alcançou alguém de uma forma que você não acharia possível para um músico Cristão contemporâneo ou para uma banda de rock mais comportada?

Ryan: Eu tenho toneladas de exemplos. Eu tenho uma pasta de e-mails entupida de mensagens de agradecimentos e encorajamento pelo nosso trabalho. Outro dia, eu recebi uma que dizia algo como “É irônico que o mesmo meio que me afastou de Deus acabou me trazendo de volta" referindo-se, claro, ao heavy metal. As pessoas pensarem que o que fazemos não pode ser positivo é uma total ignorância, e um verdadeiro insulto para as pessoas que foram alcançadas pelo metal Cristão. As pessoas conhecem a Cristo através do trabalho que nós (e bandas como nós) fazemos. Como você pode discordar? Algumas pessoas vivem isoladas em suas bolhas de falsa segurança e inocência, e é uma pena que elas não possam ver o que está acontecendo lá fora, pois é algo realmente fantástico.

· JfH: A música "Sixteen" foi inspirada nos Cristãos envolvidos na indústria musical Cristã que não parecem viver sinceramente a sua fé. Com tantas pessoas tentando desconstruir a existência desse gênero, qual a sua opinião sobre a “música cristã” como um gênero e indústria?

Ryan: Ouso dizer que na minha opinião o Cristianismo está sendo prostituído por algumas bandas Cristãs. Muitas bandas começam com uma missão de ministério, e assim que elas encontram o “mundo real”, encontram-se despreparadas para as tentações e provações que aparecem no caminho. Não estou falando apenas da molecada, há um monte de adultos por aí que eu vejo caírem feio e arruinar as suas vidas e as dos outros. Que fique registrado que eu digo que há PÉSSIMAS pessoas ativas na cena, disfarçadas de Cristãos e cantando músicas com “letras Cristãs” para o pessoal todas as noites. Eu sei perdoar, mas eu tenho nojo do que eu sei e estou vendo na cena, a ponto de lutar com ódio nessa área.

· JfH: Pode nos falar um pouco sobre a "Thorns" e de onde veio a inspiração?

Ryan: Essa é uma música sobre dor auto-imposta, seja por cortes ou qualquer outro tipo. Eu a escrevi especificamente para as garotas, mas espero que ela tenha algo a dizer aos homens que também têm esse tipo de problema. Na verdade, as letras diziam “ela” em todas as partes que agora dizem “você”. A música não foi inspirada em nada específico que eu tenha conhecido ou ouvido falar, eu apenas sabia que hoje em dia essa é uma forma de sofrimento assustadoramente popular entre os jovens. Essencialmente eu me interessei, pois eu nunca tive que lidar com esse tipo de coisa, e era algo que eu queria compreender. Tudo o que eu conseguia pensar era em como Cristo levou toda a nossa dor para que não tivéssemos de lidar com ela. Eu compreendo a dor, mas também entendo que a redenção e o sacrifício são maiores que a dor.

· JfH: O que você me diz sobre a "No Reason To Exist?"

Ryan: "No Reason To Exist" é sobre os jovens adultos que vivem nas ruas por vontade própria e apresentam um certo orgulho nisso. Há uma tendência entre os jovens que de classe media ou alta em viver sem-teto, desempregados e totalmente largados. Isso me pareceu um insulto para com as pessoas que são obrigadas a viver assim sem escolher. Creio que esses jovens consideram a fuga como uma alternativa divertida e despreocupada, uma forma de viver longe das responsabilidades, e para eles é fácil pensar assim, pois se as coisas ficarem REALMENTE difíceis, eles podem simplesmente voltar correndo pra casa da mamãe e do papai. Conheço o suficiente dessa “cena” para saber que muitos desses jovens não vivem esse tipo de vida dura por necessidade, mas por causa da música, da moda e das atitudes despreocupadas que acompanham o estilo de vida. Pode parecer loucura, e cada um deles iria comprar uma briga para dizer que essas coisas não têm nada a ver, mas se é assim, então por que todos eles usam roupas iguais, com patches do Crass e Discharge bordados à mão em seus jeans pretos desbotados? É uma moda, como todo o resto, e disfarçá-la como miséria genuína é uma atitude ofensiva.

· JfH: Alguma das faixas do Storm The Gates Of Hell tem um significado pessoal maior do que as outras?
Ryan: "Lead Us Home" é a minha favorita, musicalmente. A minha letra favorita é provavelmente a de "Grand Finale," que é uma faixa bônus na edição especial do álbum. É a letra mais abertamente centrada em Cristo que eu já escrevi. Eu não apenas me orgulho da ousadia, mas também da cadência, inteligência e honestidade da letra.

· JfH: Como você mantém a sua estabilidade espiritual(tanto em casa quanto em turnê)?

Ryan: Por meio dos amigos e da família. Eu faço o melhor possível para manter a minha vida de oração e guardar um tempo para a Palavra. Eu também me apóio em nossos fãs, eles me permitem manter minha vida espiritual em forma através de comunicação mútua.

· JfH: O que Deus tem te ensinado ultimamente?

Ryan: Paciência e humildade.